A TransformaÁ“o dos Animais em Comida 

 

Animais, cont. 

Porque Vegan 

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 A Transformação dos Animais em Comida

Dois porcos em uma fazenda-f·brica.

Um leit“ozinho È castrado, sem anestesia.

Esqueça que o porco é um animal. Trate-o apenas como uma máquina em uma fábrica. 

Hog Farm Management

Sinto Muito, Babe 
Pela sua natureza, os porcos são curiosos e normalmente passariam metade do tempo cavando a terra. O enfado e a frustração do confinamento faz com que lutem e mordam suas caudas. A resposta da indústria é o corte das caudas dos porquinhos e a castração (tornando-os menos agressivos) sem o uso de anestesia (Rollin, 1995).

 

A Verdadeira Casa de Bessie 
Normalmente se pensa que não se precisa machucar a vaca para retirar seu leite. A verdade é que não é lucrativo manter as vacas vivas uma vez que sua produção de leite diminui. Assim, o consumo humano de laticínios leva diretamente ao massacre de vacas. 
De acordo com o Indianapolis Star (4/2/93), "mais de 90% das fábricas de laticínios americanas confinam as vacas em galpões pela maior parte de suas curtas vidas".  As estatísticas de agricultura da USDA mostram que, em 1960, uma vaca produzia em média 3,5 ton de leite por ano; em 1990 ela produzia 7,4 ton.  Após a aprovação da FDA do Hormônio de Crescimento Bovino (BGH/BST), a média em 1995 era de 8,2 ton.  Algumas vacas tratadas com BGH  produziram recentemente mais de 30 ton de leite num ano (Associated Press, 20/9/96).  O BGH aumenta a incidência de mastite (inflamação e infecção da mama) (Feedstuffs, 24/3/97)

Se acreditarmos em absurdos, cometeremos atrocidades -- Voltaire
Vaca tratada com BGH
Vaca tratada com BGH/BST para produzir leite (foto de arquivo da USDA). 

 
 

Novilho vivendo de seu prÛprio excremento. 

Como as vacas precisam gerar para lactar, beber leite de vaca cria o mercado de vitela.  As vitelas machos não podem ser criados de forma lucrativa para o mercado de corte, então são abatidos com poucas semanas (algumas vezes horas) de vida.

...perus foram criados para crescer rápido e mais pesados mas seus esqueletos não acompanharam, o que causa "pernas tortas de cowboy". Normalmente os perus tem problemas para ficar em pé, caindo e ficando prostrados... 

(Feedstuffs 9/9/91)

Aves 
Mais de 95% das aves nos EUA são criadas em confinamento intensivo. Para maximizar a produção, 553 centímetros quadrados por ave é considerado adequado (Science of Animal Husbandry, Ciência da Criação de Animais, 1994).  O excesso de excrementos faz com que a amônia queime os olhos das galinhas, levando por vezes à cegueira. (Diseases of Poultry, Doenças das Aves, 9th ed.)

 

 

Corte dos bicos.

 

Devido a que naturalmente exploram o ambiente ciscando, as galinhas bicam umas às outras nas fazendas-fábricas. Para combater isso, os trabalhadores cortam até dois terços dos bicos sem anestesia. O corte de tecidos delicados com a faca causa dor que persiste por semanas e até meses (Poultry Science, Ciência das Aves 71, 1992).  Algumas aves não conseguem comer após o corte dos bicos e morrem de fome (Rollin, 1995).

Um pavilh“o de aves.

Galinhas Poedeiras 
Normalmente, quatro ou cinco galinhas poedeiras vivem em uma gaiola com piso de arame do tamanho de uma folha de jornal dobrada. As caixas normalmente são empilhadas umas sobre as outras, deixando que o excremento caia nas aves de baixo.  Frequentemente, durante o dia, as galinhas tentam remover a sujeira e, na hora em que poem os ovos, elas tentam construir um ninho.  Esse comportamento, que é necessário para seu bem-estar, não pode ser realizado numa gaiola de arame sem palha ou sujeira.  Isto leva a fraturas nas pernas, ossos quebradiços, osteoporose e fraqueza muscular (Rollin, 1995).

Uma linha de gaiolas de poedeiras.

[Nós] descobrimos que as galinhas crescem rápido nas gaiolas ... a carne de seus pés cresce em torno dos arames.
Poultry Tribune

  

Com o crescente conhecimento do comportamento e habilidades cognitivas do frango veio a percepção que o frango não é uma espécie inferior para ser tratado meramente como fonte de alimentação. 

Dr. L.J. Rogers, The Development of Brain and Behaviour in the Chicken (Desenvolvimento Cerebral e Comportamental do Frango), 1995
 

    Em 1933, as galinhas punham em média 70 ovos por ano; em 1993, a média era de 275 (Rollin, 1995).  No fim do ciclo de postura, as galinhas são "forçadas". Isto envolve mante-las com fome por 18 dias, no escuro e negando água de forma a causar um choque corporal e um novo ciclo de postura.  As aves podem perder mais de 25% da massa corporal e é normal que 5-10% morram (J Appl Poultry Res, 1992).

Devido ao fato de serem manipuladas para pôr ovos enormes, os úteros das galinhas podem "prolapsar" (o útero inteiro é expelido junto com o ovo) (Poultry Digest, Set 90).  A galinha não consegue escapar de dores severas senão morrendo. 
As fábricas de ovos não usam os pintos machos; eles são jogados no lixo e morrem sufocados em sacos plásticos ou são decapitados, sufocados com gás ou esmagados (Rollin, 1995). 
 

Pintos descartados. 

Pode alguém olhar uma criatura vivente como uma propriedade, um investimento, um pedaço de carne, uma "coisa", sem degenerar em crueldade contra essa criatura? 

Karen Davis, PhD, Prisoned Chickens, Poisoned Eggs (Galinhas Aprisionadas, Ovos Envenenados) 1996.
 

O Futuro da Injustiça 
Em meados de 1972, um veterinário escreveu uma carta ao jornal agropecuário inglês, Farmer and Stockbreeder, "Espero que muitos de meus colegas se juntem a mim e digam que já não estamos tolerando esses sistemas de criação, os quais, para dizer o mínimo, são realmente cruéis.  Eficiência de custos e taxas de conversão vão bem num estado robotizado mas, se este é o futuro, quanto mais rápido eu pare de trabalhar tanto em criações como veterinário em fazendas, será melhor." 
Desde então, não apenas as coisas pioraram para os animais em fazendas, mas pesquisadores avançam nas noções de desenvolvimento de galinhas poedeiras sem penas, asas ou pernas (Am J Clin Nutr, 1994, 59:1110S-6S).

Porco confinado.

O título de um artigo no Feedstuffs (15/5/95) resume a atitude da indústria: 

A campanha anti-corporativa contra a criação de suínos é anti-progressista.

 

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