A TransformaÁ“o dos Animais em Comida 

 

Animals, cont. 

Porque Vegan 

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Transporte de Perus 

Transporte 
Todos os animais sejam eles criados soltos, em fazendas-fábricas, poedeiras de ovos ou para produção de laticínios (que não morreram antes por doenças) são algum dia embarcados para o matadouro.  Durante o transporte, os animais são prensados o máximo possível para minimizar os custos.  Eles vivem nos excrementos uns dos outros e são expostos a condições severas de temperatura em caminhões abertos.  A febre do embarque, que pode ser fatal, é comum em gado transportado a longas distâncias para os locais de engorda, para as áreas de armazenamento e depois para os matadouros, e os produtores calculam o custo em torno de US$1 bilhão por ano (Drover's Journal, Set.94). 
   Como as galinhas perdem penas em condições de vida precárias, o transporte em tempo frio resulta em partes do corpo congelarem, causando dores terríveis (Vet Rcrd 131, Nov 92). Algumas vezes os animais até mesmo congelam colados nas laterais ou no chão metálico do caminhão de transporte, como os porcos congelados sobre suas próprias fezes no fundo de um caminhão, como foi reportado no USDA Survey of Stunning & Handling, Pesquisa em Atordoamento e manejo, Grandin (Jan 97). Uma pesquisa feita pelo Agri-Practice (Sep 95) revelou que 10% dos presuntos pesquisados foram classificados como DFD, o que é "geralmente descrito como uma condição na qual os músculos de suínos normais e saudáveis foram totalmente esgotados de glicogênio devido à exaustão física prolongada antes do abate".

O trauma infligido pelas fazendas-fábrica e pelo transporte pode resultar em "baixas" (downers)-- animais muito doentes ou fracos para caminhar, mesmo quando açoitados ou empurrados com varas de eletrochoque.

Baixa de Vaca logo apÛs o transporte

 

 

 

Uma vaca sendo guinchada de um caminh“o de transporte.

 
Nos EUA, mais de 360 milhões de aves pesando um total de 470.000 toneladas morrem prematuramente a cada ano. 

- Today's Marketplace, 8/Junho/1996

Nas áreas de armazenamento temporário, animais vivos acabam sendo guinchados por correntes para a "pilha dos mortos", onde são abandonados.  Há aproximadamente 350.000 baixas de vacas leiteiras a cada ano (Feedstuffs 4/10/95). 

Eu tenho falado com negociantes que têm feito transportes de animais desde Montana até o leste da Pensilvânia sem parar para dá-los alimento ou água. 

- Gene Bauston, M.S., Economia da Agricultura, Cornell U., 1997
 

Para cada vaca leiteira que sobrevive por 4 a 5 anos até que sua produção de leite decline para níveis não lucrativos, ela e mais 3 ou 4 filhotes serão abatidos.  Para cada ovo comido, uma galinha deve viver em uma gaiola por aproximadamente 30 horas. 

- Erik Marcus, autor de Vegan: The New Ethics of Eating (Vegan: A Nova Ética do Comer).
 

 

  

Eu vi - com meus próprios olhos - animais inocentes terem sua cabeça perfurada com uma pistola pneumática, duas, três vezes.  Então vinha um homem e cortava a garganta da vaca.  Baldes de sangue jorravam. Foi horrível -- os animais se contorciam e gritavam. Um homem saiu de uma sala afiando sua faca e disse para tomar cuidado com as vacas que caem das correntes e atacam os trabalhadores. 

-  Mike Luce, após visitar um matadouro em Grant City, IL, Abril de 1997.
 

  

Se os Matadouros tivessem paredes de vidro... 
Os animais nos matadouros podem sentir o mau cheiro, ouvir os gritos e, frequentemente, ver a matança daqueles que foram abatidos antes deles.  Quando os animais se debatem com mêdo, os trabalhadores reagem com impaciência.  O Dr. Temple Grandin relatou numerosos casos de "crueldade deliberada", incluindo trabalhadores que "gostam da matança e ... de tormentar os animais propositadamente", tendo "prazer sádico em arrancar com golpes os olhos do gado", batendo nas suas cabeças e dando eletrochoques em partes sensíveis dos seus corpos. 

- Meat and Poultry (Carne e Aves) Set.87
 

Somos as sepulturas vivas de criaturas assassinadas, abatidas para satisfazer nossos apetites.  Como podemos esperar alcançar a paz que tanto ansiamos neste mundo?

- George Bernard Shaw, Living Graves (Sepulturas Vivas).
 

  

Estas grandes operadoras de abate estão preocupadas basicamente com produtividade e lucro.  Elas não se preocupam com os efeitos sobre os animais. É como se elas não estivessem nem mesmo matando animais.  Elas estão "desmontando-os", processsando matéria-prima numa operação de produção. 

- Dave Carney, National Joint Council, conforme descrito em Slaughterhouse (Matadouro), 1997
 

 

 

Métodos Comuns de Abate de Mamíferos: 

Pistola Pneumática:  Uma "pistola" é encostada na cabeça do animal e uma vareta metálica perfura seu cérebro.  Acertar um animal que se debate é difícil e o pino sempre erra o alvo ou não penetra o suficiente para causar inconsciência (Meat & Poultry, Mar.97), causando uma dor enorme. 

Choques na cabeça: Um atordoador elétrico é utilizado para produzir um ataque e a garganta do animal é cortada, deixando-o sangrar até a morte.  Numa pesquisa da USDA, Temple Grandin, PhD, afirma, "Uma amperagem insuficiente pode fazer que o animal fique paralizado sem perder a sensibilidade." (Survey of Stunning and Handling, Pesquisa em Atordoamento e manejo, Ag Res Serv/ USDA, 7/1/97).  Um abatedouro de suínos estava usando somente 60% da amperagem considerada necessária para causar inconsciência.  A inconsciência através de choques na cabeça é reversível e os animais podem recuperar o sentidos em segundos (Meat & Poultry, Jan 87). 
     Em uma pesquisa da USDA em 1996 (Meat & Poultry, Mar 97), em 50% dos matadouros pesquisados, os procedimentos de atordoamento foram qualificados como "inaceitáveis" ou "com sérios problemas" em relação à crueldade contra os animais. 

Abate Ritual: Os animais estão totalmente conscientes quando suas jugulares são cortadas.  É presumido que o animal ficará inconsciente em 5 segundos, mas freqüentemente isso não ocorre (Toronto Star, 27/10/91).  Alguns matadouros prendem o animal por uma perna e penduram-no de cabeça para baixo antes que suas gargantas sejam cortadas, resultando em danos dolorosos dos tecidos em 50% das vezes e, em algumas vezes, crises de vômito (Int J Stud Anim Prob 1(6)).  Algumas fábricas substituiram o método de "prender e pendurar" por outros, mas outros matadouros dizem ser esse método mais eficiente. 

 

Abate Ritual. 

  

  

DecapitaÁ“o Parcial. 

  

 

  

O investigador humanitário Gail Eisnitz escreve em Slaughterhouse (1997) sobre as violações generalizadas ao Humane Slaughter Act (Ato de Abate Humanitário).  Uma história típica: "Era uma fábrica onde onde suínos ficavam gritando, balançando pendurados por uma perna nos ganchos enquanto os trabalhadores interrompiam suas tarefas nos intervalos de meia hora para o almoço; onde os atordoadores davam choques três, quatro vezes nos porcos... onde milhares de suínos eram imersos vivos e gritavam nos tanques de água fervente." 
     Um inspetor veterano da USDA no Texas descreve o que viu: "Gado sendo guinchado e sufocado... golpeados quatro, cinco, dez vezes. A todo instante que eram atordoados voltavam a vida e lá ficavam agonizando.  Era presumido que seriam colocados inconscientes novamente mas, algumas vezes, não eram o suficientemente e iam para o processo de esfola do couro ainda vivos.  Trabalhei em quatro grandes [matadouros] e em um punhado de pequenos.  São todos a mesma coisa.  Se as pessoas vissem isso elas provavelmente se sentiriam mal, mas numa fábrica de empacotamento todos se acostumam, de forma que não significa mais nada." (Slaughterhouse, 1997)

De acordo com Steve Cockerham, um inspetor de matadouros da USDA em Nebraska e o ex-veterinário da USDA Lester Friedlander, alguns matadouros dos EUA rotineiramente esfolam o couro do animal vivo, jogam os porcos vivos em água fervente e cometem outros abusos em animais ainda conscientes de forma a não reduzir o ritmo da linha de produção.  Afirmam que a lei federal que requer que os matadouros abatam os animais humanitariamente antes de desmembrá-los é ignorada na medida em que as fábricas crescem.  Cockerham relata que sempre viu os trabalhadores deceparem as patas, orelhas e tetas do gado ainda consciente na linha produção, após a pistola de abate falhar. "Eles ainda piscavam os olhos e se mexiam.  Era algo repugnante de se ver," ele disse. (Reuters, 2/4/98). 
 

PreparaÁ“o da Carne.

Métodos comuns de abate de aves: 

Ä Investigadores do Farm Sanctuary (Fazenda Santuário) registraram em vídeo frangos completamente conscientes sendo degolados.  Após isso eles são jogados em um recipiente para sangrar.  Alguns frangos escapam do recipiente e perambulam pelo matadouro sangrando até morrer (Humane Slaughter?, Abate Humanitário?, Los Angeles slaughterhouse, Matadouro de Los Angeles, 1990; em vídeo disponível através do Vegan Outreach). 

Ä 120mA é a corrente necessária para a indução de crise cardíaca a qual não apenas assegura inconsciência, mas também a morte em 90% dos frangos (Rollin, 1995).  Entretanto, esta corrente pode danificar as carcaças das aves, de modo que correntes menores são normalmente usadas (Meat Processing, Processamento de Carne, Abr. 97).  Aves fracamente desmaiadas sofrem "dor intolerável", diz um pesquisador em Turkeys, Perus (Out.90).  Milhões de aves ao ano não morrem antes de chegarem ao tanque de escaldamento e são cozidas vivas (Poultry Slaughtered, Condemned, & Cadavers, Aves Abatidas, Condenadas e Cadáveres, USDA, Jun 94). 

 

  

A National Turkey Federation (Federação Nacional do Peru) é contrária ao abate humanitário porque "isto sujeitaria potencialmente os processadores de perus a um novo conjunto de regulamentações dispendiosas". (Turkey World, Mundo do Peru Abr/Mai 93).  Numa carta datada de 15/12/92, o Dr. J. Brice do Comitê de Bem-Estar Animal da Associação Médica Veterinária Americana diz que "o baixo valor econômico das galinhas poedeiras torna difícil a justificativa de métodos de abate de mais alto custo". 

 

Perus 

 

Você acaba de jantar e, por mais distante que o matadouro esteja estabelecido a milhas de distância, ainda há a cumplicidade. 

- Ralph Waldo Emerson, Fate, Destino.
 

 

 

 

 

E sobre os peixes? 
A presença de bradiquinina, endorfinas e nasoreceptores em torno dos lábios e boca de um peixe indicam que ele sente dor quando fisgados e depois sufocados ("Fish Feel Pain" Animals Today, "Peixes sentem dor" Animais Hoje, Nov 96 - Jan. 97). 
Os peixes têm receptores de benzodiazepina o que indica que sentem ansiedade, assim como dor (Nielsen, et al, Brain Res, 141:342-6). Peixes, anfíbios e répteis tem respostas "variáveis, únicas e criativas" à dor, o que mostra que as respostas não são simples reflexos (Ninan, et al, Science, 218:1322-4). 
 

 

 

Baleias sendo arrastadas para o abate. 

Sufocado com a poluiÁ“o. 

Um número significante de peixes estão sendo criados atualmente em tanques.  Uma empresa japonesa está atualmente testando um hormônio artificial desenvolvido que acelera o crescimento dos peixes (Feedstuffs, 3/3/97). 
    O Sea Shepherd Conservation Society (Sociedade de Conservação do Leão Marinho) documentou que as redes de arrastão usadas pelas pesqueiras comerciais, com muitas milhas de comprimento, capturam e matam tudo no seu caminho:  golfinhos, baleias, pássaros e tartarugas marinhas. 
Um estudo recente relatado em Science ("Overfishing Disrupts Entire Ecosystems", Sobrepesca Destrói Ecosistemas Inteiros, vol 279, 6/2/98) conclui que os seres humanos estão acabando com as cadeias alimentares marinhas, criando ecosistemas empobrecidos e de menor valor.

 

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